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Cade aprova, sem restrições, acordo entre BRB e Banco Master; setor produtivo comemora expansão do banco brasiliense

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a compra de parte do Banco Master pelo Banco BRB. A decisão foi publicada nesta terça-feira (17) no site do órgão, com assinatura do superintendente-geral, Alexandre Barreto, e deve ser oficializada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (18). A aprovação torna-se definitiva após 15 dias, caso não haja manifestação do Tribunal do Cade ou recursos de terceiros interessados



O negócio, avaliado em R$ 2 bilhões, envolve a aquisição de 58% do capital do Banco Master, incluindo 100% das ações preferenciais e 49% das ações ordinárias. A operação ainda depende da aprovação final do Banco Central, mas a expectativa é de que o aval seja concedido em breve.

Desde que foi anunciado, no fim de março, o acordo tem movimentado o mercado financeiro e é visto como um passo estratégico do BRB rumo à expansão nacional.

O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, comemorou a aprovação do Cade e ressaltou a seriedade e transparência do processo:

"Seguimos todos os trâmites legais com responsabilidade e total lisura. O BRB está construindo um caminho sólido para se tornar, em pouco tempo, um dos maiores bancos do Brasil. É importante deixar claro que estamos adquirindo a parte boa do Banco Master. Todo o processo foi pautado pela segurança jurídica e compromisso com os nossos clientes e com a sociedade".

A decisão também foi celebrada pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que destacou a legalidade da transação e a visão estratégica do governo local:

"A aprovação do Cade mostra que o GDF, como controlador do BRB, está no caminho certo e agindo dentro da legalidade, com foco no desenvolvimento econômico da nossa capital e na valorização de uma instituição 100% brasiliense".

A operação chegou a ser suspensa por uma liminar, após questionamento do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), que alegava ausência de lei específica ou aprovação da assembleia legislativa. No entanto, a liminar foi derrubada pelo desembargador João Egmont, do TJDFT, que entendeu que a compra se refere à aquisição de ações, e não de controle total da empresa, dispensando legislação própria.

O setor produtivo do Distrito Federal também reagiu positivamente à decisão. Empresários e lideranças comemoram o fortalecimento do BRB e destacam o impacto positivo para a economia local.

"Brasília ganha com um BRB forte e competitivo. Essa expansão é motivo de orgulho e sinaliza mais crédito, mais empregos e mais oportunidades para todos", disse um representante do setor empresarial.

Com o avanço dessa operação, o BRB reforça seu protagonismo no sistema financeiro nacional, mantendo suas raízes públicas e o compromisso com o desenvolvimento da capital e do país.

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