Pular para o conteúdo principal

OMS discute em Genebra se declara emergência em saúde pública por causa do Zika

A Organização Mundial da Saúde (OMS) começa a discutir hoje (1º) em Genebra se declara emergência em saúde pública de importância internacional devido à disseminação do vírus Zika por vários países

Segundo a professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Deisy Ventura, para usar esse recurso, a organização deve considerar se existe a necessidade de ação coordenada e se a situação apresenta risco à saúde dos países.

A criação de um comitê de emergência para avaliar a situação foi decidida depois que o governo brasileiro levantou recentemente a possibilidade de o vírus Zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti ser motivo do aumento de nascimentos de crianças com microcefalia. A informação mudou o perfil de risco do Zika, de uma leve ameaça a algo de proporções alarmantes. A decisão da OMS pode levar alguns dias.

A organização poderá fazer recomendações, como por exemplo nos cuidados em viagens, com bagagens e procedimentos. Além disso, há maior mobilização para a arrecadação de fundos destinados ao combate ao vírus. “A OMS tem que combater a propagação internacional da doença, causando o mínimo possível de danos à circulação de pessoas, de bens e mercadorias”, disse a especialista, que também é professora de direito internacional.


Para Deisy, a emergência em saúde pública de importância internacional tem um lado bom e um ruim. “Quando a OMS usa esse recurso, ela deixa todo mundo em estado de alerta, então reforça a importância daquela ameaça dentro dos Estados-Membros. Ela ajuda os ministérios da Saúde a receberem mais peso internamente. Ajuda a captar recursos internacionais e dá uma orientação para os Estados - o que se quer é que todos andem no mesmo sentido. Por outro lado, a repercusão tem impacto sobre o turismo, sobre a compra de produtos, o que é natural quando o mundo toma conhecimento de uma situação de risco em alguns países”, acrescentou.

Desde a reformulação do Regulamento Sanitário Internacional, em 2007, foram decretadas três situações de emergência de importância internacional. A primeira em 2009, pelo vírus H1N1, em seguida pelo poliovírus selvagem, em 2014, e a mais recente, pelo ebola, também em 2014.

Mesmo com a situação do ebola, vírus transmitido pelos fluidos de pessoa para pessoa e que mata 80% dos infectados, a OMS recomendou que os países não restringissem a circulação de pessoas oriundas dos países da África Ocidental, onde havia epidemia da doença.

Ainda no caso do ebola, a organização recomendou que os governantes tivessem um sistema de comunicação eficaz, que estruturassem uma rede nacional de respostas imediatas e de tratamento. “Às vezes, as recomendações têm dificuldades de implementação porque não existem sistemas nacionais de saúde estruturados. Foi o grande problema do ebola. A gente sabe o que tem que fazer com uma crise de ebola, mas o sistema de saúde desses Estados estava sucateado e foi preciso criar uma missão das Nações Unidas”, lembrou Deisy.

Segundo a especialista, no caso do vírus Zika, os países têm mais estrutura do que a Guiné, Serra Leoa e a Nigéria, os países mais atingidos pelo ebola, e isso torna a situação um pouco mais favorável. “Nossa capacidade de resposta já é bem maior”.


Até 2007, havia um recurso usado para evitar a propagação de doenças específicas, com por exemplo varíola, febre amarela e tifo. Porém, a organização percebeu que há situações desconhecidas que precisam de ações globais enérgicas. Para tomar a decisão, é montado um comitê técnico de emergência, formado por pessoas que tenham conhecimento do assunto, que dará à OMS os subsídios necessários.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Welcome Condomínio 2025: sucesso, inovação e união na gestão condominial

O Welcome Condomínio 2025, realizado no dia 18 de janeiro no Colégio Seriös da 903 Sul, foi um verdadeiro sucesso. Cerca de 80 síndicos e líderes condominiais de todo o Distrito Federal participaram de uma manhã repleta de aprendizado, troca de experiências e networking, marcando o início de um ano promissor para o setor A recepção ficou por conta da talentosa Laura Medeiros, finalista do The Voice Kids da TV Globo, que emocionou o público ao interpretar o Hino Nacional e clássicos da MPB. O evento teve início com um delicioso café da manhã e se encerrou com um acolhedor café de encerramento, ambos oferecidos pelo Colégio Seriös, parceiro fundamental na realização do encontro. Na abertura, o presidente do Instituto Nacional dos Condomínios e Cidades Inteligentes (INCC), Paulo Melo, deu as boas-vindas aos presentes e destacou os objetivos para 2025. "Este ano será marcado por inovação, capacitação e fortalecimento do papel do síndico como gestor estratégico. Queremos transformar a ...

Maioria dos brasileiros avalia que o Brasil é bem-visto no exterior e 66% acreditam que a COP30 favoreceu imagem externa do país

Pesquisa Observatório Febraban mostra que brasileiros têm otimismo moderado sobre as chances do país na Copa do Mundo de Futebol de 2026, com 43% acreditando que o país tem alguma chance de conquistar o título Passada a conferência COP30 em Belém do Pará, que atraiu em novembro dezenas de milhares de estrangeiros para o Brasil, a maioria dos brasileiros acredita que a imagem internacional do país é positiva, mas não livre de ambivalências. Para 88% da população, o país é conhecido e bem relacionado no exterior, sendo que 62% creditam ao Brasil uma percepção global positiva (36%) ou neutra (26%) mas avalia de forma crítica como o brasileiro é recebido em outros países.   Embora positiva, emerge a opinião de que a imagem externa piorou nos últimos anos e de que o brasileiro é hoje mais desvalorizado do que admirado pelos estrangeiros. Mais da metade (56%) sentem que o brasileiro não é reconhecido positivamente no exterior, enquanto pouco mais de um terço (35%) se mostram confiantes de qu...

ASSOSÍNDICOS-DF cria subseção regional para Águas Claras

Por ordem de serviço do senhor presidente da ASSOSÍNDICOS-DF Síndico Paulo Roberto Melo, foi criado e empossada a Diretoria da ASSOSÍNDICOS regional Águas Claras No ultimo dia 14/03 foram empossados como Diretora Presidente a senhora Agda Maria Stemler, Vice Presidente Celso Eduardo da Silva Reis e o Conselho de Síndicos de Águas Claras composto pelos Síndicos Cleriston Galvão, Antonia Pires Coelho e Carlos Alberto Vale Gomes. O Administrador Regional de Águas Claras Denílson  Bento da Costa, falou que “esse momento é único aqui em Águas Claras e nós do poder público aqui queremos estreitar parcerias com o terceiro setor a ASSOSÍNDICOS ÁGUAS CLARAS vem para somar com mais apoio aos síndicos e trazer a representação de uma categoria muito importante em nossa cidade” finalizou o Administrador de Águas Claras. O Presidente da ASSOSÍNDICOS-DF Síndico Paulo Roberto Melo fez a fala de abertura e conduziu o evento, em sua fala Paulo cumprimentou os presentes e falou “est...